Ampliação do crédito rural deve impulsionar produção de grãos no país

Paranaenses devem tomar R$ 24 bilhões para a agricultura comercial e R$ 3,9 bi para a familiar, valores 8,5% e 22% maiores que em 2013/14
O crédito rural cresce mais que os custos e representa impulso ao cultivo de grãos, num momento em que o tamanho da área agrícola começa a ser definido. O Paraná, por exemplo, pretende tomar R$ 24 bilhões para a agricultura comercial e R$ 3,9 bilhões para a agricultura familiar, valores 8,5% e 22% maiores que as de 2013/14.


Para atender essa demanda crescente, os orçamentos foram ampliados em até 9% em âmbito nacional, na comparação entre o volume de recursos tomados e os totais anunciados para 2014/15 (R$ 156 bilhões para a produção comercial e R$ 24 bilhões para a familiar).
Para operações de custeio, a ampliação dos limites por beneficiário foi de 10% (R$ 660 mil para médios produtores e R$ 1,1 milhão para os grandes). Por outro lado, o desembolso necessário ao plantio de um hectare de soja cresceu 5,08%, conforme estimativa da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).


O limite foi mantido em R$ 100 mil na agricultura familiar, mas representantes do setor avaliam que o teto é suficiente para cobrir os gastos com a semeadura das novas lavouras. No último ano, os produtores não teriam batido nesse limite.
O produtor e presidente do Sindicato Rural de São Mateus do Sul, Marcos Tires, prevê alta de 6,15% em seus custos, para uma produtividade de 3,5 mil quilos por hectare de soja. “Mesmo assim, [esse aumento no custo] é muito pouco significativo. O limite deve atender a maior parte dos médios e pequenos produtores sem dificuldade”, projeta.
Os limites atendem mais ao Paraná do que estados como Mato Grosso, avalia o economista da federação paranaense da agricultura, a Faep, Pedro Loyola. “Mais de 80% das nossas fazendas são de pequena ou média extensão. Para atender grandes produtores, como os mato-grossenses, esse teto deveria ser até cinco vezes maiores”, defende.


Mercado e juros 


Um componente que tem desanimado os produtores são os juros mais altos. O governo ampliou o limite, mas também decidiu cobrar mais caro para emprestar dinheiro. A alta foi de um ponto percentual nos programas de custeio comerciais e se manteve para os agricultores familiares.
Já o valor máximo dos financiamentos por beneficiário foi ampliado para os médios e grandes produtores e mantido para agricultura familiar. Mas a tendência é de tomada maior de crédito em todos os setores.

fonte: AF News Agricola